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Análise do ambiente corporativo

Do caos organizado ao planejamento estratégico das organizações

José Gilvomar R. Matos, Rosa Maria B. Matos e Josimar Ribeiro de Almeida


Questões relacionadas à competitividade são usualmente temas de debates e discussões, principalmente, quando o país apresenta índices inferiores àqueles alcançados na média mundial. A competitividade de um país é definida de várias formas, como, por exemplo, na habilidade da economia de uma nação obter ganhos rápidos e sustentados de melhoria de vida da população. Pode-se afirmar que a competitividade é uma questão perseguida desde quando Adam Smith publicou o livro A Riqueza das Nações. O fato é que a competitividade de uma nação pode ser traduzida pela competitividade das corporações que a compõem.

Ocorre que as corporações que compõem uma nação são dependentes da própria nação, visto que estão subordinadas a determinadas normas que facilitam ou emperram o seu funcionamento. Além da dependência externa, a corporação possui a dependência interna, ou dela própria. Vale dizer que existem casos em que a corporação não consegue executar o que foi planejado, ou que não consegue alinhar o seu planejamento à execução.

Desta forma, visando melhorar os índices de competitividade de uma nação, torna-se imprescindível melhorar os índices das corporações que a compõem, conhecer, por exemplo, os instrumentos que permitem alinhar o caos existente em aprendizagem. Criar um entorno que promova a sinergia de propósitos em prol da competitividade e, principalmente, um de seus componentes principais que é a inovação.

Dentro desta abordagem, as questões relacionadas a mudanças são importantes. Somente quando as pessoas são capazes de refletir e questionar é que elas estão no caminho de ver a corporação como um todo, em uma abordagem sistêmica. Mas para chegar a este ponto, as pessoas têm de debater, trocar experiências e analisar os levantamentos e relatórios que orientarão as melhorias que serão implementadas.

Essas são ferramentas para a elaboração do diagnóstico estratégico, para responder a determinadas questões. Um dos instrumentos que pode auxiliar no processo de diagnóstico estratégico é o benchmarking, que permite posicionar a instituição de forma comparativa a outras. São analisados diversos aspectos tais como: missão, visão, ambiência, cenários, e outros, no sentido de conhecer o direcionamento estratégico seguido.

Aspectos fundamentais relacionados a impactos de fatores internos e externos às organizações são fatores relevantes para a implementação de ações voltadas para a melhoria da competitividade. Atualmente, estes impactos são analisados segundo três critérios básicos: o econômico, o ecológico e o social.

Estas questões são analisadas e avaliadas, com detalhe, nos oito módulos que compõem o livro, que ao término, apresenta três exemplos didáticos para uma melhor compreensão da metodologia aplicável a um projeto de elaboração de um planejamento estratégico.

A escolha do assunto revela significativa relevância contemporânea, operativa e humana, em razão de que, hoje em dia, o planejamento estratégico das organizações é uma das ferramentas importantes para o desenvolvimento sustentado e conseqüente crescimento econômico de uma sociedade.

Podemos perceber ao examinarmos o texto em questão que o mesmo apresenta os requisitos básicos da divulgação, sendo evidente o conhecimento significativo sobre o assunto na exatidão da exposição e na referência fiel às fontes.

A abordagem do tema é feita em linguagem acessível ao público a que se destina, propiciando a divulgação de enorme conteúdo sem conseqüências de vulgarização.

O trabalho é fundamentado com pesquisa bibliográfica e documental bastante atualizada e a bibliografia específica engloba todo o universo do assunto em questão.

O exame do conteúdo revela enorme contribuição pessoal onde podemos perceber o trabalho de análise da documentação apresentada com grande capacidade de síntese e não uma mera e/ou excessiva compilação. Podemos notar que foram evitadas digressões desnecessárias.

O método expositivo é revelado no conjunto da obra e nas partes: unidade, introdução, desenvolvimento e conclusão. As proposições são elaboradas de forma a revelar o que é “principal” e o que é “detalhe importante”, o que fica evidenciado nas provas documentais, citações, exemplificações e referências bibliográficas.

A lógica na exposição é revelada em todo o texto, no processo evidente de demonstrar, explicar, generalizar, inferir e concluir. São usados argumentos para demonstrar ao invés de tentativas de persuadir.

Esta é uma obra que apresenta enorme relevância para o leitor, pois esgota o assunto abrangendo todo o universo do tema em questão, simplificando o estudo, pois sintetiza em seu texto grande parte dos pontos relevantes abrangidos pela bibliografia apresentada, de forma clara e simples, porém, com grande conteúdo acadêmico.

Carlos Alberto Marques Couto, D.Sc.
Superintendente da Área de Institutos de Pesquisa
Tecnológica e de Difusão de Tecnologia da
Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP.

Bernardo Augusto de Rego Monteiro
Administrador de Empresas, Consultor, Professor
de Marketing da Faculdade de Comunicação da PUC-RJ,
Professor de Planejamento Estratégico de Comunicação
em Marketing da Faculdade de Comunicação Hélio Alonso.

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