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Revista Inteligência Empresarial - n.31

Avaliando intangíveis no Brasil

Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Coppe/UFRJ

Você tem em mãos um exemplar histórico da revista Inteligência Empresarial. Ele traz a síntese dos dois dias de debates (29 e 30 de outubro de 2007) que levaram mais de 500 pessoas ao auditório do BNDES, no Rio de Janeiro, para discutir o tema dos Capitais Intangíveis e o Desenvolvimento Sustentável do Brasil.

O tema e o local são significativos, pois como alerta Eduardo Rath Fingerl em sua apresentação desta edição da revista, “O papel do Banco de Desenvolvimento é sem dúvida olhar para o futuro. Temos a obrigação de ter metas, metodologia e analistas com técnicas modernas de olhar para frente”.

Para pensar e construir este futuro, o CRIE – Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Coppe/UFRJ desenvolveu, em conjunto com os técnicos do BNDES, uma metodologia pioneira de análise dos capitais intangíveis das empresas. A metodologia foi aplicada em quatro empresas da carteira do Banco (Embraer, Suzano Papel e Celulose, Totvs e Genoa) e foi estruturada em dois grandes grupos. No primeiro, descrito no artigo de José Arnaldo Deutscher, se desenvolveu uma metodologia de avaliação dos capitais intangíveis (rating). No segundo, apresentado no artigo de Marcos Cavalcanti, se descreve como as empresas devem relatar à sociedade a sua estratégia em relação aos capitais intangíveis. Este relatório do capital intangível já está sendo adotado no Japão e na Comunidade Européia.

Luiz Ferreira Xavier Borges, por sua vez, destaca em seu artigo que esta nova maneira de avaliar as empresas exige uma nova postura dos agentes financeiros públicos, que devem buscar novas engenharias financeiras para apoiar investimentos que não encontram amparo nas garantias tradicionais.

O impacto trazido pelos intangíveis não se limita aos aspectos financeiros, contábeis ou jurídicos. Vai muito mais além. Lídia Goldestein alerta que “para competir com a China, com suas escalas de produção e mão-de-obra barata, é preciso muito mais que câmbio, infra-estrutura e baixa tributação. Para enfrentar este desafio precisamos de empresas com uma mentalidade inovadora, capazes de construir marcas fortes, produtos com design, desenvolver tecnologia e inovar, gerando maior valor agregado para seus produtos”.

Totalmente afinada com este discurso, Graça Cabral descreve a impressionante trajetória da São Paulo Fashion Week e resume qual deve ser a estratégia do Brasil: “moda é inteligência. O futuro desta indústria está na inovação e no conhecimento”.

 

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