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Revista Inteligência Empresarial - n.06

Janeiro de 2001

Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Coppe/UFRJ

Mas afinal o que é inovação? Na Grande Enciclopédia Larousse Cultural é o novo, diferente, não previamente conhecido ou usado. E porque inovar? Para ser diferente e ganhar vantagem competitiva em relação aos concorrentes? Com essas questões a Revista Inteligência Empresarial partiu para pesquisar o assunto e descobriu o artigo de Clayton Christensen, onde ele aborda o dilema do inovador na escolha do processo de inovação que pode conduzir sua empresa ao sucesso ou ao fracasso.
No entanto, não basta apenas escolher e mudar; você tem que entender e identificar a natureza, a gênese e os motores dessas mudanças para que elas se tornem uma oportunidade. É essa a discussão que vocês leitores vão encontrar no comentário que Antonio Carlos Barroso faz para o artigo de Christensen. Aproveitem pois está muito interessante e desafiador.

Continuando na nossa pesquisa, concluímos que, neste século, já vimos a base da vantagem competitiva mudar pelo menos três vezes: de preço e volume para qualidade, depois velocidade e, finalmente, “customização em massa”. Cada era incorporou os atributos de seus anteriores e acrescentou novas e mais desafiadoras exigências. Para esse século XXI, ainda mais volátil e exigente, fatores que antes eram vantagens competitivas genuínas, hoje não passam de meros pré-requisitos para se permanecer no jogo. A recompensa mudou para a capacidade de gerenciar com eficácia e continuamente, uma grande mudança estratégica. Esse é o tema principal explorado nos três artigos deste número da Inteligência Empresarial.

O primeiro artigo, de Guilherme Motta, trata do conhecimento como impulsionador das mudanças estratégicas. No segundo, Paulo Alonso apresenta um caso prático de inovação na área de energia e o terceiro trata dos investimentos às empresas inovadoras, onde Eduardo Rath Fingerl afirma que as empresas inovadoras, baseadas no conceito de capital intelectual, conseguem recompensar, em geral mais do que satisfatoriamente, o capital de risco que recebem.

O que gostaríamos de deixar registrado, aqui nesse editorial, para vocês pensarem, é que nenhuma empresa pode se contentar em apenas gerar novos conhecimentos, em fazer apenas a pesquisa pela pesquisa. A única fonte de vantagem competitiva sustentável é a capacidade das organizações de inovarem e empreenderem estas inovações. Ou você inova ou morre!

E então leitores, vamos ler os artigos e pensar se as nossas empresas são inovadoras?
Até breve.

Os Editores

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