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Inovação

Desafios e perspectivas

Maria Cristina Ortigão Sampaio Schiller

Apesar da inovação e da produção de novos bens e serviços fazerem parte da atividade econômica, a pesquisa sobre inovação ainda é escassa. O termo inovação inclui não somente a mudança técnica, mas diferentes dimensões da mudança econômica. Este livro é composto por uma coletânea de oito artigos, constituindo cada um deles um capítulo, todos apresentados pelo autor em seminários nacionais e internacionais. O conjunto dos textos selecionados aborda temas sobre a inovação tecnológica tendo como eixo as transformações da Economia brasileira durante os últimos anos. A compreensão da transformação da paisagem industrial das firmas inovadoras torna-se um instrumento importante para a análise da competição e da globalização. Cada vez mais a temática da inovação faz parte da agenda do desenvolvimento. A produtividade da economia, sobretudo das empresas brasileiras, tem um papel relevante na retomada do crescimento econômico. Este livro traz ao leitor uma contribuição do desempenho da capacidade inovadora das empresas brasileiras considerando a articulação dos atores responsáveis pelo processo de inovação. A primeira parte do livro denominada inovação, sistemas localizados de produção e sustentabilidade traz à tona temas relativos a capacidade inovadora e ao rebatimento espacial do processo de inovação. Considera a questão ambiental como fator determinante do desenvolvimento sustentável. É composta de três capítulos. O Capítulo 1 realiza uma análise dos recursos patrimoniais de um sistema localizado de produção buscando avaliar o desenvolvimento do território, introduzindo uma concepção mais ampla nas modalidades de inovação do território. O Capítulo 2 avalia o grau de solidariedade do território, analisando o perfil dos municípios brasileiros onde as formas de cooperação estejam presentes. De que modo as organizações civis podem ser consideradas uma fonte de capital social no processo de participação política no Brasil? Para isso, uma discussão em torno dos conceitos de capital social, organizações civis e participação política, seguindo-se uma descrição da principal esfera de participação social organizada na gestão da política – os conselhos gestores, e dos elementos centrais apontados na literatura sobre atuação das organizações civis na sociedade brasileira. O Capítulo 3 tem como objetivo, a análise do papel da identidade cultural e territorial susceptíveis de conduzir ao desenvolvimento sustentável. A hipótese testada é a integração entre as abordagens territoriais e as formas de gestão do desenvolvimento local que podem concorrer para a condução do desenvolvimento sustentável. A metodologia consiste na análise das formas organizacionais dos atores e das instituições prováveis de conduzir a um desenvolvimento sustentável. A segunda parte do livro trata da inovação na indústria brasileira e é composta por cinco capítulos.

O Capítulo 4 mostra as estratégias das empresas para implantar mudanças tecnológicas e avaliar o processo de geração e difusão e incorporação do progresso técnico das empresas no Brasil identificando o tipo de inovação seja ele produto e/ou processo, a capacitação das empresas, o padrão de inovação, as fontes de inovação utilizadas e as fontes de financiamento obtidas. O Capítulo 5 analisa a dinâmica setorial da inovação das empresas brasileiras, investigando como a tecnologia é incorporada ao sistema produtivo brasileiro. O estudo do comportamento da inovação das empresas brasileiras concorre para mapear o grau de desenvolvimento econômico do país e definir as políticas industriais e tecnológicas. A experiência internacional mostra que a competitividade de um país está relacionada a sua capacidade de construir vantagens competitivas dinâmicas a partir da inovação tecnológica e, portanto, da sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento. O Capítulo 6 tem como objetivo as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que compreendem um trabalho criativo realizado em bases sistemáticas, com a finalidade de ampliar o estoque de conhecimento inclusive o conhecimento do homem, da cultura e da sociedade, assim como o uso desse conhecimento na busca de novas aplicações. Este capítulo tem como objetivo mapear os resultados das atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) seja em produtos e processos inovadores como no desenvolvimento de habilidades que tornem as organizações capazes de absorverem informação e conhecimento. A importância da pesquisa científica realizada tanto nas universidades como nos institutos de pesquisa sejam eles públicos ou privados concorrem para o potencial da capacidade de inovação e para o desenvolvimento econômico medido pelo grau dos investimentos realizados em P&D. A ideia de que a inovação ocorre em um sistema, um conjunto de atores onde interagem empresas, instituições de pesquisas e de ensino, órgãos de elaboração de políticas que partilham conhecimentos e que conjuntamente ou individualmente contribuem para o conhecimento e difusão de novas tecnologias é amplamente aceita. Considerando que as empresas avançam tecnologicamente por meio de vários tipos de aprendizagem, design, engenharia reversa e imitação, o Capítulo 7 busca construir um retrato da inovação no Brasil, considerando o sistema nacional de inovação. As licenças e contratos de colaboração permitem que as empresas inovem com base em tecnologia gerada por outras empresas. Desta forma, este estudo tem como objetivo mapear o esforço inovador da Economia brasileira. Quantas empresas inovam? Qual a intensidade da inovação? Quais os tipos de inovação são realizados? Quais as características da inovação tecnológica? Quais os fatores determinantes da inovação? Estas são algumas das questões que constituem o objeto de reflexão do Capítulo 7. Com a proposta de estudar o perfil das inovações das empresas brasileiras verificou-se a capacidade de inovação focalizando os tipos de inovação, as fontes de inovação, os acordos de cooperação e o financiamento concedido à inovação. O Capítulo 8 tem como objetivo analisar as redes de inovação tecnológica. As alianças tornaram as empresas mais competitivas e ofereceram a oportunidade de adquirirem mais conhecimento. A cooperação encerra um instrumento para que as empresas possam competir no mercado global melhorando as aptidões, ganhando acesso a novos mercados, e aumentando a escala.

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