capa do livro

Design

Reflexões e experiências

Isabella Perrotta e Eliana Formiga (orgs.)

Este é o quarto livro da coleção Contextos e Pesquisas, da ESPM Rio, que reflete parcialmente a produção acadêmica da Escola, a partir do momento que expõe pensares (e fazeres) de nossos professores, estudantes, ex-alunos e convidados.

Observa-se que o conjunto dessas publicações não está, necessariamente, atrelado aos cursos de graduação da Escola, mas ao seu DNA criativo e de inovação. A reunião desses livros desenha um conjunto de temas que – embora pertencentes a universos distintos (como a economia, as ciências sociais, o design, a ergonomia...) – muitas vezes se esbarram. A saber, as publicações anteriores foram: Economia Criativa, Consumo e sociabilidades e Interfaces com o design de interação.

Este volume começa com um texto, de Isabella Perrotta, que traça um panorama das multiplicidades do design, especialmente exemplificado pelas categorias existentes ao longo das bienais da Associação de Designers Gráficos – ADG, e das diferentes definições atribuídas à disciplina, ao longo dos anos, por instituições oficiais. Assim, constrói-se um cenário para o entendimento da variedade dos assuntos dos capítulos do livro, reunidos sob a égide do design. Alguns desses capítulos se tangenciam, outros se afastam. Alguns trabalham com conceitos abstratos, outros com exemplos concretos. Alguns remetem ao passado histórico, outros apontam para as tendências futuras...

Alexandre Salomon percorre a construção do projeto brasileiro de design editorial, a partir de 1747 (ano em que o português Antonio Isidoro da Fonseca chega ao Brasil e imprime – pela primeira vez na colônia, contrariando ordens da Coroa – um opúsculo, em oficina tipográfica no Rio de Janeiro, até a implantação e o desenvolvimento da impressão tipográfica brasileira, no século XIX, em função da vinda da coroa portuguesa para o Brasil.

André Beltrão relata sua experiência na disciplina de Projeto 3, do curso de design da ESPM Rio, considerando o desenvolvimento, nas últimas décadas, de um conjunto de metodologias baseadas na busca ativa do conhecimento pelos estudantes, e voltadas para criar interesse e significação no aprendizado.

Beatriz Russo aborda a ampliação do potencial do design, como ferramenta de organização, solução de problemas e inovação de empresas. Mas também na solução de problemas sociais, políticos e educacionais. O design passa a interferir em processos (design thinking), formas de atuação (design being) e ferramentas (design doing).

Camila Rodrigues discute a autoria em design, a partir da performance do designer industrial americano Charles Eames. Um stardesigner, segundo a autora, que atuou em um período em que o design europeu tinha como paradigma a racionalidade (não auto­ral), em contraponto com o design americano que buscava visibilidade e inovação e, a reboque, impactava grandes contingentes populacionais.

Eduardo Ariel trata da usabilidade na relação humano-computador, evidenciando o design como ferramenta para a solução de problemas de interação das pessoas com as interfaces digitais.

Luciano Tardin trata do design de marca e da construção de sistemas de identidade. Pontua seu artigo na diferença conceitual de sistemas de marcas nos anos 1980 – quando não se usava a palavra branding – e hoje – quando a discussão perpassa as áreas de marketing e gestão. O autor conduz uma reflexão sobre a participação do design no ambiente contemporâneo – fragmentado, ditado pela lógica da interação e pela tendência crescente de comoditização.

Vera de Abreu Lima aborda os conceitos de comunicação visual, ergonomia, legibilidade e leiturabilidade ao tratar a problemática das bulas de medicamentos, especialmente quando os usuários das mesmas são pacientes de doenças crônicas.

Viviane Merlino Rodrigues analisa a produção acadêmica de Lygia Pape e Décio Pignatari – dois expoentes da Vanguarda Construtiva Brasileira, movimento intrinsicamente ligado às origens do design gráfico no país – e a relação entre arte e indústria. Ambos os artistas atuaram em design gráfico e foram professores universitários na área de semiótica em cursos de design, publicidade e arquitetura.

Boa leitura!

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