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Revista Inteligência Empresarial - n.22

jan/fev/mar 2005

Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Coppe/UFRJ


O relatório do Fórum Econômico Mundial, divulgado em meados de março, mostrando que o Brasil perdeu sete posições em um ranking de países que se destacaram ao usar a tecnologia em seu desenvolvimento, acende uma luz amarela para aqueles que se preocupam com uma inserção mais competitiva do nosso país no mundo globalizado em que vivemos.

Passamos a ocupar a 46ª posição de uma lista de 104 países, atrás de nações pequenas como Tunísia, Jordânia e Chipre, mostra a terceira edição do estudo Global Information Technology Report 2004-2005. Segundo o relatório, “com exceção do Chile (35º colocado), a América Latina sofre com poucas leis para o desenvolvimento do setor de tecnologia; grandes obstáculos administrativos e burocráticos; falta de priorização do setor pelos governos; baixa popularização da Internet entre a população; entre outros fatores negativos”.

Diante desse quadro preocupante, a publicação do sumário executivo do Relatório da Força Tarefa em Ciência, Tecnologia e Inovação, do Projeto Milênio, nesta edição de Inteligência Empresarial, ganha especial relevância. Patrocinado pela Organização das Nações Unidas, o Projeto Milênio se desenvolve sob a orientação central do Secretário Geral, Kofi Annan, e do Administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Mark Malloch Brown. Ele é dirigido pelo professor Jeffrey Sachs e reúne a expertise de acadêmicos mundialmente reconhecidos com o objetivo de elaborar, até junho deste ano, estratégias operacionais para o alcance das Metas de Desenvolvimento do Milênio, firmadas durante a Cúpula do Milênio, realizada no ano 2000 em Nova Iorque, com a participação de 147 chefes de Estado e Governo representando 191 países (foi a maior reunião de dirigentes mundiais de todos os tempos!).

São oito as Metas de Desenvolvimento do Milênio: erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino básico fundamental; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento. Essas são metas para 2015 e foram endossadas por líderes mundiais, Banco Mundial e o FMI.

O objetivo principal do Projeto Milênio é o de ajudar a garantir que todos os países em desenvolvimento atinjam as metas. Dez forças-tarefas foram criadas no âmbito do projeto. A de Ciência, Tecnologia e Inovação é a de número 10. A revisão de práticas de inovação correntes, a priorização de reformas, a identificação de estruturas para a implementação de políticas, e a avaliação de opções de financiamento são algumas das estratégias operacionais sugeridas pelo documento, coordenado pelos professores Calestous Juma e Dato’ Ir Lee Yee-Cheong.

O sumário-executivo que ora publicamos foi traduzido pela equipe do Centro de Referência em Inteligência Empresarial. A íntegra do trabalho será publicada em português pela Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Os coordenadores da Força Tarefa para Ciência, Tecnologia e Inovação esperam receber comentários ao documento para a elaboração do relatório final, que será entregue em junho ao Secretário-Geral das Nações Unidas. Eles devem ser encaminhados aos e-mails Calestous_Juma@harvard.edu e lyeec@pc.jaring.my.


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