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Revista Inteligência Empresarial - n.23

abr/mai/jun 2005

Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Coppe/UFRJ

Uma das polêmicas centrais que certamente marcará a 3ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, a se realizar em Brasília, entre 24 e 27 de outubro de 2005, diz respeito ao processo de inovação. Onde ela ocorre? Esta é a primeira pergunta que se faz quando se pensa nesse processo. E que tem como principal conseqüência a resposta a uma outra pergunta: Quem deve ser o beneficiário dos Fundos Setoriais? De um lado, boa parte da comunidade acadêmica defende o status quo, ou seja, que os recursos (não reembolsáveis) destes fundos sejam destinados prioritariamente para as universidades e centros de pesquisa. De outro, o diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), Roberto Nicolski, defende que os recursos sejam destinados às empresas que, segundo ele, são o local onde ocorre a inovação.

No artigo que abre esta edição de Inteligência Empresarial, “Reconstrução Criativa: Hélice Tripla e Inovação Regional”, escrito especialmente para a revista, Henry Etzkowitz, um dos maiores estudiosos da inovação, mostra que ambos estão equivocados. O processo da inovação não é linear (começa na pesquisa universitária e se conclui nas empresas) nem é responsabilidade de uma única instituição (as empresas).

Professor do Science Policy Institute, da State University of New York, Henry Etzkowitz, um dos coordenadores da 5ª Conferência Hélice Tripla, realizada em Turim, Itália, no último mês de maio, fala em seu artigo que a inovação não é apenas uma questão de desenvolvimento de novos produtos. Significa também a criação de novas configurações entre as esferas institucionais. Segundo ele, a interação universidade-indústria-governo é cada vez mais a base estratégica para o desenvolvimento social e econômico nas sociedades industriais desenvolvidas e naquelas em desenvolvimento.

“A transição para uma ‘sociedade Hélice Tripla’, caracterizada por uma interdependência entre esferas institucionais relativamente autônomas, tem lugar a partir de divergentes pontos de partida de regimes ‘estatizantes’ e de ‘livre mercado’. As fontes potenciais de inovação se desenvolvem, lateral e verticalmente, da base ao topo assim como de cima para baixo. As potencialidades de inovação são alavancadas conforme cada ator ‘assume o papel do outro’ e organizações híbridas, reunindo universidade-indústria-governo, são inventadas”, defende o autor.

A constatação que as duas grandes inovações tecnológicas do final do século passado – a Internet e a biotecnologia – NÃO aconteceram em empresas, parece dar razão ao pesquisador. Seu artigo é, portanto, leitura indispensável para os participantes da Conferência e todos aqueles interessados no tema.

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