capa do livro

Revista Inteligência Empresarial - n.25

out/nov/dez 2005

Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Coppe/UFRJ

Que razões justificam o enorme atraso tecnológico brasileiro? No artigo de abertura desta edição de Inteligência Empresarial, o editor Marcos Cavalcanti, em co-autoria com o pesquisador André Pereira Neto, ambos da diretoria de tecnologia da Faperj, questionam alguns dos argumentos freqüentemente usados para explicar esse atraso.
A tão propalada falta de recursos para a área de ciência e tecnologia, o baixo número de doutores no país, a empresa como local da inovação por excelência são alguns desses falsos argumentos. Será que foi mesmo por isso que o Brasil desceu três posições num estudo do Fórum Econômico Mundial, que estabelece um ranking para os países que usam a ciência e a tecnologia em prol do desenvolvimento, ocupando agora o 46º lugar?
Os autores apresentam argumentos alternativos para explicar o baixo desenvolvimento tecnológico do País e identificam alguns dilemas que, se não forem equacionados em um curto espaço de tempo, poderão levar o Brasil a acelerar seu caminho para trás: de 8ª economia do mundo no início da década de 80, já somos hoje o 13º PIB mundial.
Eles afirmam que “ter estratégia é estabelecer prioridades, é ter coragem de fazer escolhas”. E terminam por defender claramente a adoção de uma política de ciência e tecnologia que valorize a inovação, não com palavras, mas com ações. “Uma política que coloque o conhecimento gerado em nossos centros de pesquisa a serviço da sociedade. Só assim poderemos reverter a tendência, lamentável, identificada na pesquisa do Fórum Econômico Mundial.”
Uma visão também alternativa da realidade é o que propõem Adriana Pereira, Léonard Julien Benoit-Gonin e Rosa Lima no artigo “Um olhar sobre o APL de Nova Friburgo pelas lentes do conhecimento”. Nele, os autores lançam mão de conceitos e modelos inovadores que levam os chamados ativos intangíveis em consideração na análise dos arranjos produtivos locais. O caso estudado é o do pólo de moda íntima de Nova Friburgo, para o qual são feitas algumas propostas de ação.
Em Inmetro: aprendendo a inovar, inovando para aprender, técnicos da Gerência de Competitividade e Cooperação Técnica do Instituto apresentam relato das experiências para a promoção de sua cultura inovadora e para a difusão das informações e tecnologias geradas em seu campus laboratorial, de forma a consolidar sua imagem como agente de inovação. Para tanto, além de relatar as atividades do recém-criado grupo de trabalho Economia Industrial e Inovação, tomam como estudo de caso as experiências inovadoras que vêm sendo realizadas na Diretoria de Metrologia Científica.
Mestres e doutor pela USP na área de administração de empresas, Denise Lustri, Irene Miura e Sérgio Takahashi colaboram com esta edição com o artigo Gestão do Conhecimento desenvolvendo competências. Nele, os autores apresentam um modelo conceitual de gestão do conhecimento para o desenvolvimento de competências individuais. O modelo é parte de um projeto mais amplo que envolve sua implementação em empresa de serviços.
Como estudo de caso, este número traz o relato dos engenheiros Carlos Eduardo S. de Andrade e Rafael Halliday da Cunha, do Metrô-Rio, acerca de uma experiência vivida na empresa visando a satisfação dos clientes.
E, por fim, na resenha desta edição, Claudia Duarte comenta o livro Em busca do computador invisível (Crônicas sobre tecnologia) versão 1.0, de Carlos Nepomuceno, fazendo uma interessante analogia com o impacto causado pela peça Fonte, de Marcel Duchamp, no início do século passado. Isso porque, assim como a obra do artista, o livro de Nepomuceno, é, segundo Claudia, um livro que, sem explicitá-lo, coloca em questão o objeto livro.

Boa leitura!

Os Editores

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