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Antes que se faça tarde, dado o adiantado da hora

Paulo Cesar Figueiredo

Quando o Paulo Cezar Gonçalves me pediu para escrever o prefácio do livro (in memoriam) do poeta Pecê Figueiredo, pensei que seria uma tarefa difícil. Contudo, quando iniciei a elaboração do presente texto, constatei que difícil mesmo era conter as lágrimas ao falar desse amigo-irmão, professor, matemático, radialista, engenheiro e, aquilo que ele gostava mais de ser: Poeta.

Seus poemas eruditos obrigavam-me a lê-los acompanhado de um dicionário, dadas suas frases rebuscadas e o riquíssimo vocabulário que usava.

Sendo um poeta descritivo, fazia de tudo e por tudo um poema: fatos, lugares, pessoas e comportamentos.

Apesar de ser um poeta erudito, não era um poeta sóbrio e enfadonho: não raras vezes a pilhéria era evidente em suas linhas poéticas. Divertia-se escrevendo “gozações” com pessoas e situações. Costumava dizer que as versões dos fatos eram bem mais interessantes do que os fatos.

Era preciso me apressar em escrever sobre o Pecê, porque, como ele mesmo dizia:

“Thales, é melhor fazer logo, antes que se faça tarde, dado o adiantado da hora”.

Não concretizou o livro porque se fez tarde para ele e sua hora já estava adiantada.

Ao mestre e poeta Maior, o reconhecimento do poeta menor e neófito,

Thales Figueiredo

(in memoriam)

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