Normas para publicação da Revista Lugar Comum


Proposta Editorial da revista Lugar Comum

A certeza de que a cultura contemporânea não pode ser pensada sem as referências e os parâmetros oferecidos pela produção mediática, e que esta, por sua vez, mantém um processo de constante diálogo com as manifestações culturais as mais diversas, levou um grupo de pesquisadores e professores de diversas instituições acadêmicas e oriundos da grande área das Ciências Humanas a lançar a publicação Lugar Comum.

Trata-se de uma certeza amplificada pelo processo de transformação qualitativa dos mídia face à emergência das infovias e da interatividade. Com efeito, a relação mídia-cultura, estruturada pela indústria cultural, abrange cada vez mais as atividades sócio-produtivas como um todo. As tradicionais fronteiras que pareciam separar o agir comunicativo da razão instrumental se deslocam e são rearticuladas por processos de integração multimediais em contínua expansão.

Esta revista sustenta-se em quatro convicções de seus editores:
1. a incapacidade das áreas clássicas do conhecimento disciplinar darem conta da complexidade dos fenômenos culturais emergentes, cujas ca-tegorias explicativas vêm, há mais de uma década, tentando responder às exigências notórias da transdisciplinaridade. No rastro destas indagações emerge a necessidade de expansão da vida acadêmica para incorporar a maior parte das áreas críticas da vida intelectual, associada à visão de uma universidade que se estenda à sociedade, no sentido não só de compreendê-la como de nela buscar forças para sua revitalização;

2. a necessidade de se assumir, diante dos estudos de cultura, uma perspectiva que adote, definitivamente, como fator distintivo, a atitude de reconhecer a importância da comunicação na construção dos processos cultu-rais bem como o seu papel de principal elo e vetor de tais processos; a bússola seria a necessidade de explicar estas interfaces dos processos culturais e comunicacionais singularizados por esta relação simbiótica que nos leva a cunhar a expressão cultura mediática: relação de mão dupla em que a comunicação, instituída pelos processos culturais, passa, por sua vez, a instituí-los.

3. a centralidade que a comunicação ocupa hoje no mundo contemporâneo advinda, principalmente, da expansão ainda sem claros limites, das tecnologias comunicativas e dos processos de globalização e de diálogo multicultural, em grande parte viabilizados por tais tecnologias, numa abrangência e complexidade a convocar interpretações. Esta região de excessivos contágios entre, por um lado, a comunicação e a cultura e, por outro, a comunicação e a produção, emerge como o locus do debate contemporâneo sobre a produção cultural, como paradigma da produção pós-industrial. Isto é, num mundo onde o real se mesclou intimamamente com o virtual, a esfera da comunicação reorganiza todas as outras e, ao mesmo tempo, as transforma.

4. e finalmente, a convicção de que, assim como a indústria cultural tende a tornar-se o padrão da atividade produtiva em geral, novas integrações aparecem entre a interação linguística - imaterial - e os arranjos instrumentais - materiais -, entre o agir e o fazer. Este modo específico da integração entre produção e comunicação transforma o espaço público, enquanto teatro das interações linguísticas, em locus de implementação dos arranjos produtivos pós-industriais e traz novos aportes para a compreensão e a vivência dos re-quisitos da cidadania e da democracia, reiluminando, por novas óticas atentas às contradições e conflitos advindos destas transformações, os antigos princípios de participação social.

Esta publicação, inicialmente quadrimestral, buscará reunir autores e pesquisadores brasileiros e estrangeiros cuja produção emergente tem se centrado sobre as questões acima indicadas. Otimistas quanto a esta publicação, apresentada como um lugar especializado do debate contemporâneo sobre os estudos de mídia, cultura e democracia, oferecemos suas páginas à divulgação de textos e pesquisas que façam avançar nossas formas de ver e avaliar o mundo cultural e político.

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