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Educação, etnicidades e alteridades

Lutas por reconhecimento

José Valdir Santana, Maria de Fátima Ferreira, Benedito Eugenio e Jussara Moreira (orgs.)

Este livro, organizado em 10 capítulos, apresenta resultados de pesquisas de docentes e pesquisadores de diferentes instituições (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB, Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB, Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – UNILAB, Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Universidade Estadual de Londrina – UEL e Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE), que têm se dedicado a investigar, por meio de diferentes perspectivas teórico-metodológicas, questões relacionadas às etnicidades, diversidades (raça, gênero e culturas) e aos direitos humanos.

Pensar de forma interdisciplinar/multidisciplinar a relação entre Educação, Etnicidades e Alteridades: lutas por reconhecimento, como propõem os autores dessa obra, parece-nos fundamental, posto que, contemporaneamente, o campo das Ciências Humanas, em especial, tem sido desafiado a produzir diálogos, cada vez mais qualificados e simétricos, com a perspectiva e sujeitos/coletivos que demandam ao Estado Brasileiro, mas também às escolas e Universidades, a construção de novas relações com e para a produção de conhecimentos, de modo a descolonizar as estruturas de poder/saber que sustentam essas instituições.

Questões relacionadas à cidadania, aos direitos humanos, às políticas e práticas educacionais e culturais no contexto do estado democrático, aos problemas das desigualdades sociais, às diversidades, diferenças, às relações étnico-raciais, as relações de gênero, às identidades sexuais, as demandas trazidas pelos movimentos sociais, a exemplo dos coletivos indígenas, quilombolas, movimentos negros, feministas, LGBTs, etc. nos interpelam cotidianamente, nos diferentes espaços sociais. A obra “Educação, Etnicidades e Alteridades: lutas por reconhecimento” pretende trazer à discussão questões que se colocam com urgência à sociedade brasileira, sobretudo em um cenário que tem se constituído em perdas de direitos sociais, portanto, delicado, especialmente para coletivos que, historicamente, têm sofrido os efeitos perversos produzidos pelas desigualdades de acesso aos bens sociais e culturais, a exemplo dos coletivos já referidos.

A primeira parte do livro, intitulada Passado e presente afro-brasileiro: etnicidades e historicidades, é composta por três capítulos. No primeiro capítulo, os autores, tomando como base as contribuições de Barth e Honneth, abordam a questão do reconhecimento dos quilombolas como grupo étnico. Os autores apontam que a teoria barthiana contribuiu para o reconhecimento dessas comunidades quando redireciona o foco do cultural para a autoatribuição categorial e dá relevância às diferenças que os sujeitos consideram significativas nas relações intergrupais.

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