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Gestão estratégica na Economia Criativa

Daniel Kamlot e Marco Aurelio de Souza Rodrigues (orgs.)

Quando se trata de analisar e obter conhecimentos sobre mercados em geral, diversas ciências se mostram relevantes. Uma delas é o marketing, o qual, ainda que possa apresentar diversas tendências e campos de estudos específicos, diz respeito a práticas, estratégias e recursos ligados à comercialização de produtos, idealização de bens e serviços e práticas variadas relacionadas ao consumo e a seus aspectos.

Atualmente, o marketing é um campo de estudos que se desenvolve a uma impressionante velocidade, com pesquisas e estudos focando em variados aspectos e atraindo tanto o mundo acadêmico quanto o profissional. Por estar relacionado ao mercado em si e a práticas próprias da realidade empresarial e mercadológica – que englobam a concepção do que é oferecido, a precificação, a distribuição adequada e a divulgação e comunicação sobre aquilo que se oferece aos consumidores –, os estudos sobre o marketing abarcam estratégias e vertentes variadas, as quais vêm a cada dia se desenvolvendo em maior magnitude.

Da mesma forma, observa-se hoje em dia um crescimento exponencial da chamada economia criativa e de estudos relacionados à sua gestão e ao seu desenvolvimento. Notadamente, o crescimento da economia criativa vem superando o da economia tradicional já há algum tempo, o que motiva a pesquisa nessa área a se aprimorar. O setor cultural, por exemplo, movimentou no Brasil o equivalente a 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo os dados mais recentes do BNDES (apud KRUSE, 2018).

Há poucos trabalhos que relacionam determinadas vertentes do marketing à economia criativa ou, ainda, às indústrias criativas, mas não se observou, todavia, nenhuma análise focada no marketing social, cujo cerne recai na mudança de comportamentos com a finalidade de atingir um objetivo mercadológico que permita o desenvolvimento de bem-estar social.

Sendo a criatividade o alicerce das indústrias criativas e, por sua própria natureza, relacionada a mudanças, inovações e aperfeiçoamentos, é plausível supor que alterações que permitam alcançar um maior bem-estar nas indústrias criativas por meio da criatividade e de elementos componentes das estratégias de marketing, em particular do marketing social, se justifiquem, por acarretar maior robustez na indústria estudada.

Tendo em vista a pequena quantidade de estudos direcionados a tal tema, o presente artigo visa identificar e analisar a existência de atributos pertinentes ao marketing social que permitam o desenvolvimento ou aprimoramento de aspectos da economia criativa, para, em seguida, estruturar uma consolidação de reflexões sobre a economia criativa e seu relacionamento com o marketing social.

Em termos metodológicos, apresenta-se o conteúdo da pesquisa de modo lógico, reflexivo e com base em interpretação da literatura sobre os temas apreciados ao longo do texto (SEVERINO, 2000). São abordados os conceitos principais dos temas em estudo, os quais são confrontados entre si, seguindo o método que abarca a análise de textos relevantes e recentes das áreas em foco, ou seja, percepção de valor, economia criativa e marketing social, com a intenção de investigar itens e aspectos de convergência identificados na literatura ou mencionados nas obras estudadas em pesquisa bibliográfica, a qual esteve baseada em atributos sociais e relacionados à criatividade e às indústrias que desta fazem uso.

Marketing social e economia criativa

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