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Economia Criativa: gestão estratégica de setores criativos

João Luiz de Figueiredo e Sílvia Borges Corrêa (Orgs.)

Os livros Economia criativa: gestão estratégica de setores criativos e Economia criativa: design de experiência e estratégias de inovação – cujos subtítulos correspondem às duas linhas de pesquisa do Mestrado Profissional em Gestão da Economia Criativa (MPGEC) da ESPM-Rio – celebram os cinco anos do Programa. Em 2015, ano que antecedeu o início de suas atividades acadêmicas, foi publicado Economia criativa, livro que marcou a perspectiva interdisciplinar que o corpo docente pretendia – e que efetivamente conseguiu – imprimir ao MPGEC. Estes dois volumes que agora são publicados consolidam a trajetória do Programa, que sempre foi pautada pelo estabelecimento de um espaço plural que possibilitasse reflexões e análises inovadoras das dimensões culturais, econômicas, políticas e sociais que atravessam os fenômenos que compõem o campo da Economia Criativa. Eles contam com professores de linhas diferentes do MPGEC construindo reflexões conjuntas, mas, acima disso, ao contar com a contribuição de autores que são professores e pesquisadores de outras instituições, nacionais e internacionais, pretendem dar ainda mais amplitude aos olhares sobre a Economia Criativa.

A proposta desta coletânea é a de reunir textos que são resultados de pesquisas empíricas e de reflexões teóricas acerca da produção, do consumo, da inovação, do empreendedorismo no contexto dos setores criativos. O conteúdo dos trabalhos que fazem parte deste volume é, portanto, aderente aos propósitos da linha de Gestão Estratégica dos Setores Criativos do MPGEC, na qual são produzidos projetos, análises, avaliações e reflexões visando ao melhor desenvolvimento de estratégias de gestão, levando em conta as novas manifestações culturais e sociais dos setores criativos. Assumem-se as transformações sociais como vetor de desenvolvimento econômico, valoriza-se o desenvolvimento de projetos nos quais os consumidores, usuários e/ou cidadãos sejam considerados os atores-chaves de sua constituição e implantação, propõe-se o estudo transversal e integrado dos agentes públicos, privados e singulares (indivíduos) na transformação constante dos aparelhos culturais, e estudam-se estratégias e legislações para a gestão de setores criativos nas dimensões de negócios, clusters ou cidades.

O capítulo inicial deste livro trata do setor da música, que vem, nas últimas décadas, se reconfigurando de maneira significativa, com o surgimento de novos atores, modelos de negócio e plataformas digitais. Em O mercado da música e os desafios da era pós-pandemia, Afonso Figueiredo e Luciana Araujo analisam o redesenho do setor, que foi fortemente impactado pela pandemia da covid-19. A ênfase das análises desses impactos recai sobre a classe artística, especificamente sobre os profissionais da música independente. Através do levantamento de dados secundários e da realização de entrevistas qualitativas com profissionais da área, os autores desenharam um interessante panorama das mudanças a que foram submetidos esses profissionais e delinearam algumas propostas para uma recuperação do sistema de produção artística que possam refletir a criatividade e diversidade musical brasileiras.

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