Esquerda de ruptura: insurgências para um mundo que começa

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Este livro nasce da convicção de que aceitar o real tal como está — em nome do pragmatismo, da governabilidade ou da adaptação inteligente — é já colaborar com a violência que o sustenta. A insurgência que proponho não é promessa de vitória nem nostalgia revolucionária, mas um gesto persistente de recusa ao intolerável, uma ética da responsabilidade que se constrói no cotidiano, no cuidado, no território, na linguagem, no corpo e na imaginação política.

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Este livro nasce da convicção de que aceitar o real tal como está — em nome do pragmatismo, da governabilidade ou da adaptação inteligente — é já colaborar com a violência que o sustenta. A insurgência que proponho não é promessa de vitória nem nostalgia revolucionária, mas um gesto persistente de recusa ao intolerável, uma ética da responsabilidade que se constrói no cotidiano, no cuidado, no território, na linguagem, no corpo e na imaginação política. Ao organizar o livro em 33 vetores, optei deliberadamente por não oferecer modelos fechados, programas ou arquiteturas prontas do futuro, pois cada vetor é uma direção possível, uma força em movimento, uma pergunta lançada ao tempo presente. Assumo, sem neutralidade, que escrevo contra o neoliberalismo em todas as suas formas — inclusive quando ele se disfarça, na América Latina, como esquerda responsável, progressista e institucionalmente eficiente —, porque uma esquerda que preserva a lógica do capital, administra o dano social e pacifica o conflito já não rompe, limita-se a governar o possível estreito. O que defendo aqui é outra coisa: uma esquerda enraizada na crítica da colonialidade, do racismo estrutural, da misoginia, da LGBTfobia, do extrativismo da vida, da financeirização e da captura da atenção, uma esquerda que reconstrói o comum como prática viva, e não como abstração jurídica. Escrevo implicado, não como observador distante, porque acredito que a política ainda pode ser espaço de criação, cuidado e coragem. Não ofereço respostas finais, mas um limiar, uma travessia, um convite a insistir — mesmo quando a vitória não está garantida —, pois ser esquerda de ruptura é, assim, um modo de ver e habitar o mundo da brutalidade dos fatos em que o devir emerge precisamente onde a norma falha, onde as margens falam e onde a política deixa de ser gestão do mesmo para se tornar abertura ao outro. A política é uma manifestação da vida, um de seus modos de exercício da existência, e não o seu princípio antecedente.

Sumário
PREFÁCIO: Insurgência como ética, ou a recusa do intolerável
INTRODUÇÃO: Escrever à beira da noite, contra o fim do mundo
VETOR 1: EMPATIA INSURGENTE COMO RUPTURA DA EPISTEME COLONIAL
VETOR 2: CUIDADO RADICAL COMO FUNDAMENTO ÉTICO-POLÍTICO DA VIDA COMUM
VETOR 3: DESOBEDIÊNCIA, RECUSA E A ÉTICA DO LIMITE
VETOR 4: CUIDADO RADICAL COMO PRÁTICA POLÍTICA DE RECONSTRUÇÃO DO MUNDO
VETOR 5: ANTIFASCISMO COMO VIGILÂNCIA ATIVA E PRÁXIS PERMANENTE
VETOR 6: CUIDADO RADICAL COMO PRÁTICA POLÍTICA, ÉTICA COLETIVA E FUNDAMENTO DA VIDA COMUM
VETOR 7: PARA ALÉM DA TOLERÂNCIA: A SOLIDARIEDADE INSURGENTE COMO PRÁXIS DA CORRESPONSABILIDADE RADICAL
VETOR 8: CRÍTICA INSURGENTE DA PROPRIEDADE PRIVADA NO HORIZONTE DECOLONIAL
VETOR 9: DECRESCIMENTO COMO DESOBEDIÊNCIA CIVILIZACIONAL
VETOR 10: DECRESCIMENTO COMO HORIZONTE DE LIBERTAÇÃO MATERIAL
VETOR 11: DECOLONIZAÇÃO DA VIDA COMO RUPTURA RADICAL COM A MODERNIDADE COLONIAL-CAPITALISTA
VETOR 12: COMUM COMO FUNDAMENTO POLÍTICO DA VIDA E ALTERNATIVA RADICAL AO CAPITALISMO
VETOR 13: DESCENTRAR O OLHAR CONTRA O ESPELHO DA MODERNIDADE
VETOR 14: CONTRA O PROGRESSO: RUPTURA TEMPORAL E RECOMPOSIÇÃO DA VIDA
VETOR 15: BEM COMUM COMO INSURGÊNCIA CONTRA O EXTRATIVISMO DA VIDA
VETOR 16: AUTONOMIA RADICAL E MUNDOS EM AUTOINSTITUIÇÃO COLETIVA
VETOR 17: TERRITORIALIDADE INSURGENTE COMO FUNDAMENTO DE MUNDOS VIVOS
VETOR 18: DEMOCRACIA INSURGENTE COMO REINVENÇÃO RADICAL DO COMUM POLÍTICO
VETOR 19: AUTONOMIA COMO CRIAÇÃO COLETIVA DE MUNDOS E RECUSA À TUTELA ESTATAL
VETOR 20: AUTONOMIA COMO HORIZONTE COMUNITÁRIO E PRÁTICA DE MUNDO
VETOR 21: DEMOCRACIA INSURGENTE COMO AUTOGOVERNO POPULAR, CUIDADO COLETIVO E PODER DE BASE
VETOR 22: MEMÓRIA INSURGENTE COMO PRÁTICA DE JUSTIÇA E FERRAMENTA DE FUTURO
VETOR 23: LINGUAGEM INSURGENTE COMO DISPUTA DE SENTIDO E CRIAÇÃO DE REALIDADE
VETOR 24: CORPO INSURGENTE COMO TERRITÓRIO DE LUTA, MEMÓRIA E CRIAÇÃO
VETOR 25: DECOLONIZAR O PALADAR:A COMIDA COMO ARQUIVO VIVO E INSURGÊNCIA DA MESA COMUM
VETOR 26: PAZ INSURGENTE COMO RECUSA RADICAL À MÁQUINA BÉLICA E AFIRMAÇÃO DO COMUM VIVO
VETOR 27: IMAGINAÇÃO POLÍTICA COMO FORÇA MATERIAL DE RUPTURA
VETOR 28: IMAGINAÇÃO INSURGENTE COMO POTÊNCIA DE MUNDO E FERRAMENTA DE LIBERTAÇÃO
VETOR 29: ALEGRIA INSURGENTE COMO FORÇA ESTRATÉGICA E CELEBRAÇÃO DO COMUM
VETOR 30: ESPERANÇA RADICAL COMO DISCIPLINA DA ATENÇÃO E CORAGEM DO PORVIR
VETOR 31: ARTE INSURGENTE COMO RESPIRAÇÃO DO MUNDO E FORMA DE CONHECIMENTO SENSÍVEL
VETOR 32: ATENÇÃO CAPTURADA, LEITURA EXAURIDA E A CRISE DA IMAGINAÇÃO INSURGENTE
VETOR 33: RAZÃO EM DISPUTA: LÓGICA, VALIDADE E INSURGÊNCIA CONTRA O CONSENSO COLONIAL
SÍNTESE FINAL: A CONSTELAÇÃO INSURGENTE E O MUNDO QUE COMEÇA

Peso Não aplicável
Dimensões Não aplicável
Ano

2026

Edição

1

Idioma

ISBN

978-85-7650-613-3

Páginas

292

Versão

,

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