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Argumentações sobre História, Profissões e Teoria da Justiça no Brasil

Flavio Edmundo Novaes Hegenberg

A proposta deste texto é a de gerar uma discussão que possa resultar em vários desdobramentos teóricos e metodológicos. De forma a estimular a produção de outros textos (por outros autores), que possam fazer uma revisão e atualização das temáticas históricas, sociais, econômicas (no Brasil e na América Latina). O objetivo é tratar de questões de justiça em geral; e também sobre questões ligadas às atividades profissionais necessárias para o desenvolvimento do Brasil (pensando melhorar a formação profissional da sociedade). A ideia aqui é, também, a de apontar novos caminhos para o uso e aplicação dos estudos históricos e econômicos, e, consequentemente, indicar novos caminhos para os estudos e pesquisas do Direito e da Justiça. Os estudos da História, da Economia, da Filosofia, de algumas profissões científicas (e.g. Oceanografia, Química), servindo de “base de fundo” para os estudos do Direito e da Justiça Social.

Já é tempo de superar vários conceitos de história, historicismo e sociedade de Platão (c. 427-347 BCE), de Hegel (1770-1831), de Karl Marx (1818-1883), Friedrich Engels (1820-1895), e muitos outros pensadores (que serão listados ao longo do texto). Os Estudos Sociais e as Humanidades já deveriam ter abandonado os caminhos (muitas vezes tortuosos e falaciosos) dos citados autores (e de milhares de seus seguidores). Há de se produzir um conhecimento social e humanístico que seja calcado em metodologias válidas de um ponto de vista da construção do conhecimento (e de sua racionalidade). Modelos de construção de teorias sociais e humanas com bases mais sólidas e coerentes já deveriam ter sido executados há décadas ... mas, infelizmente, a maior parte da produção acadêmica ainda toma por base autores superados. Não é mais possível fechar os olhos para as contribuições e os caminhos oferecidos, principalmente, por Karl Popper (1902-1994), e autores como Bertrand Russell (1872-1970), John M. Keynes (1883-1946), John Rawls (1921-2002), e Amartya Sen (b. 1933).

Este texto assume a forma do que pode ser considerado um “working paper” ou “work in progress”: um Trabalho em Andamento. Um trabalho que: (1) ainda necessita (pede) mais pesquisas, (2) precisa de mais estudos e novas revisões, (3) ainda é inacabado, (4) deve contar com novos desenvolvimentos e novas considerações teóricas, (5) precisa ser estudado à luz da realidade (analisando dados concretos e estatísticas socias). “Trabalhos em Andamento” como este são disponibilizados para leitura, análise e crítica, por exemplo: nas formas físicas (em papel) ou digital (arquivos em “PDF”). A proposta é estimular “further research” (mais pesquisas, novos estudos, coleta contínua e sistemática de dados sociais). De certa forma, todo trabalho acadêmico é um “work in progress”; pois todos pedem mais análise e reflexão, mais pesquisas ... a intenção aqui é deixar tal situação clarificada e esclarecida.

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