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Poética e Psicanálise

Artepensamento entre campo ficcional e campo psicanalítico, diferentes subjetividades

Rogério Lustosa Bastos

Viver, como dizia Hélio Pellegrino, é acender uma fogueira na noite? Esta obra debate a poética e a psicanálise. O autor, após Hélio Pellegrino, seu analista, falecer, tentando dar significado a relação de ambos, resolveu pesquisá-la, transformando-a em sua tese de doutorado, defendida na PUC/SP. A pesquisa, agora como livro, debate basicamente: a) que pelo lado de uma estética inspirada em Deleuze e em Peirce, diante de encontros transferenciais, pode surgir o dispositivo da artepensamento (que cria uma política de signos gestando-se nova forma de ver, sentir, pensar); b) que pensando a psicanálise por F. Herrmann, M. Guirado e S. Rolnik, o estudo aponta que se chega a tal dispositivo, principalmente, por rupturas de campo (conceito defendido por Herrmann, o qual, marcando diferenças, se aproxima da interpretação analítica).

Essa fogueira só se acende pela psicanálise? Não podemos afirmar isso. Deste estudo veremos que certos campos analíticos iluminam escuridões, quando se vê que a análise não se reduz a mera atitude técnica, nem se resolve apenas pela ciência, mas é um encontro humano. “Acende-se a fogueira”, se o analista e o analisando ousam mergulhar nesse encontro e reconstroem trajetórias por uma estética e uma ética: “Não basta interpretar o paciente”, diz-nos Pellegrino (In: Lucidez Embriagada, p. 31), “é preciso salvá-lo, convertê-lo à realidade, dando-lhe profunda aceitação de que precisa assumir a responsabilidade existencial de ser si-mesmo”.

 

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