capa do livro

A Teoria da Justiça como Eqüidade de John Rawls

O Kant Inflacionado na Construção da Posição Original

Sergio da Silva Mendes

O presente livro é uma crítica inspirada pela afirmação de Rawls: "examinar certos aspectos da Teoria da Justiça como Eqüidade e mostrar mais claramente suas raízes Kantianas".
A partir das influências e inflações ao pensamento kantiano constatadas no construtivismo de Rawls, o livro passa à desconstrução sob duas hipóteses centrais. A primeira é a de que os conceitos kantianos tiveram uma "feição rawlsiana" bastante personalizada. A outra hipótese é a de que Rawls foi influenciado por críticos de Kant, entretanto fez uma apreensão acrítica dos argumentos destes. Também foi ativo em "reparar" as supostas deficiências kantianas, acabando por inflacionar o pensamento do filósofo de Königsberg. A partir daí, diversas constatações são possíveis. A posição original assim construída cria um sujeito que tem uma dupla limitação da razão. As regras da evitação, do consenso entrecruzado, do equilíbrio refletido e do maximin são úteis instrumentais metodológicos para que Rawls chegue aos dois princípios da justiça do liberalismo político. Os paradoxos gerados nos permitem diagnosticar que a queda da pretensão de universalismo não é derivada da opção de Rawls ou do pluralismo, mas determinada pelo procedimento do imperativo categórico.
Demonstra-se, por fim, que a posição original não conseguiu ser um medium entre o transcendentalismo kantiano e a empiria que pretendia justificar. As conseqüências são instáveis paradoxos, culminando a Teoria da Justiça como Eqüidade na sui generis condição do nem-pragmático-nem-transcendental e em uma processualística impura e invertida. O livro pretende mostrar, ainda, os importantes efeitos práticos dessas constatações.


Sérgio da Silva Mendes

Veja também

capa do livro

O combate à pobreza multidimensional e seus desafios

Uma análise dos Relatórios do Desenvolvimento Humano encomendados, anualmente, pelas Nações Unidas

Maria José de Rezende

capa do livro

Poética e Psicanálise

Artepensamento entre campo ficcional e campo psicanalítico, diferentes subjetividades

Rogério Lustosa Bastos